Estes 3 fazem obrigatoriamente parte da garagem de sonho de qualquer petrolhead.
A Lancia será sempre um ponto fraco no coração destes. Nem sempre os carros mais fiáveis, e nunca os mais racionais, no entanto há algo, difícil de descrever, que nos faz pensar neles e desejá-los, mesmo que não faça qualquer sentido. E sendo um Lancia é normal que não faça...
E não tem de fazer, basta olhar para eles. Basta olhar para estes 3. Mesmo o "simples" Delta Integrale, com os seus ombros alargados e dezenas de entradas e saídas de ar, herdados de um percurso inigualável na competição, tem um ar agressivo, desportivo, mas ao mesmo tempo elegante, quase aristocrático. Fica tão bem numa etapa do Rallye de Monte Carlo como estacionado frente ao Casino de Monte Carlo. E isto, por pouco ou nada objectivo que seja, é "racional" o suficiente para justificar na mente de qualquer petrolhead o desejo por Lancias...
Para quem quiser mais imagens desta sessão fica o link
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Instantâneos - Três Lancia de sonho...
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quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Land of Lancia
Mais um fantástico vídeo da Petrolicious, desta vez o testemunho de Adan Figueroa e a sua paixão por Lancias, em particular os lendários Fulvia, algo que compreendo completamente.
Mais um vídeo editado com extremo bom gosto, que exalta a beleza do pequeno Fulvia de 1966, pelas estradas do Sul da Califórnia.
Um vídeo que me faz reflectir nas notícias que foram dadas, de modo precipitado, por alguns sites, do fim da Lancia. Por um lado compreendo. Aliás, compreendo e aceitaria a decisão por duas prespectivas diferentes.
Marchionne, como CEO da Fiat tem toda a razão em terminar a marca, pois já há bastante tempo que não é rentável e não trás qualquer mais valia (economicamente falando) para o grupo.
Seria necessário um centrar de atenções e investimentos como o que se tem assistido na Alfa-Romeo, mas por muito grande que o grupo Fiat seja, não pode "acudir" a todos ao mesmo tempo, e os tempos não estão para grandes investimentos, com toda a crise no mercado automóvel.
Por outro lado, pela prespectiva de um petrolhead, e de um eterno apaixonado pela marca, os últimos anos não têm feito justiça à história da marca. Acho o novo Delta e Ypsilon carros bastante interessantes, mas não estão à altura de uma marca com uma história marcada por Aurelia B24 Spider, Stratos, ou outros, já referidos aqui no Oversteering.
Ainda assim, tanto o Ypsilon como Delta não deixam de ter algo de Lancia no fundo, sendo carros com um design marcante e diferente, e primando pela classe e bom gosto, que curiosamente não é assim tão comum como seria de esperar nos respectivos segmentos.
O último e grande golpe dado na Lancia foi mesmo o rebaptizar modelos da Chrysler como Lancias na Europa, como o caso da hedionda Grand Voyager, desvirtuando por completo um dos grandes nomes da industria automóvel. Péssimo...
Mais um vídeo editado com extremo bom gosto, que exalta a beleza do pequeno Fulvia de 1966, pelas estradas do Sul da Califórnia.
Um vídeo que me faz reflectir nas notícias que foram dadas, de modo precipitado, por alguns sites, do fim da Lancia. Por um lado compreendo. Aliás, compreendo e aceitaria a decisão por duas prespectivas diferentes.
Marchionne, como CEO da Fiat tem toda a razão em terminar a marca, pois já há bastante tempo que não é rentável e não trás qualquer mais valia (economicamente falando) para o grupo.
Seria necessário um centrar de atenções e investimentos como o que se tem assistido na Alfa-Romeo, mas por muito grande que o grupo Fiat seja, não pode "acudir" a todos ao mesmo tempo, e os tempos não estão para grandes investimentos, com toda a crise no mercado automóvel.
Por outro lado, pela prespectiva de um petrolhead, e de um eterno apaixonado pela marca, os últimos anos não têm feito justiça à história da marca. Acho o novo Delta e Ypsilon carros bastante interessantes, mas não estão à altura de uma marca com uma história marcada por Aurelia B24 Spider, Stratos, ou outros, já referidos aqui no Oversteering.
Ainda assim, tanto o Ypsilon como Delta não deixam de ter algo de Lancia no fundo, sendo carros com um design marcante e diferente, e primando pela classe e bom gosto, que curiosamente não é assim tão comum como seria de esperar nos respectivos segmentos.
O último e grande golpe dado na Lancia foi mesmo o rebaptizar modelos da Chrysler como Lancias na Europa, como o caso da hedionda Grand Voyager, desvirtuando por completo um dos grandes nomes da industria automóvel. Péssimo...
Bom, deixemo-nos de histórias tristes, a Lancia ainda vive, e vamos esperar que apesar de tudo sobreviva até que a Fiat possa lhe estender a mão e trazê-la de novo ao nível que merece.
Para relembrarmos um pouco da sua história fica então o vídeo de Adan Figueroa e os seus Fulvia.
Deixo-vos também o tributo feito pela Top Gear a esta grande marca. Infelizmente está dividido e não está completo, faltando a parte com Richard Hammond e o Delta Integrale.
Vídeos de visualização obrigatória!
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segunda-feira, 11 de junho de 2012
Um dia de sonho
Um convite para lançamento de uma nova gama de pneus Pirelli, que segundo o próprio Chris Harris, nunca são nada de muito entusiasmante, acaba por proporcionar um dia de sonho: uma estrada de montanha cortada, no norte de Itália, e a hipótese de ser levado "à boleia" de Markku Alen e Juha Kankkunen em máquinas como Lancia 037, Lancia Delta S4 ou Lancia Stratos... E ainda a hipótese de ver ao vivo o espetacular Lancia ECV... Sem dúvida um dia de sonho!
Só mesmo os italianos para conseguirem trazer a imprensa automóvel para um evento de lançamento de um novo produto, que ninguém acaba por testar! Ninguém como eles...
Só mesmo os italianos para conseguirem trazer a imprensa automóvel para um evento de lançamento de um novo produto, que ninguém acaba por testar! Ninguém como eles...
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Good old times - 2
Nem de propósito, tendo em conta a última entrada.
Um grande vídeo da Drive com Chris Harris com, como ele diz "...cars that remind us when rallying as great!"
No vídeo Chris Harris tem hipótese de conduzir duas das lendas do Grupo B: Ford RS200 e Audi Sport Quattro. E é difícil pensar em dois pólos mais opostos desta classe mítica! O Ford basicamente um protótipo com matricula, o Audi um carro o mais fiel possível ao Coupé Quattro "civil".
Ford RS 200
Após a introdução do Escort Mk3, em 1980, a Ford começou a desenvolver uma versão especial, RWD, para participar no Grupo B, o Escort RS 1700T.
Falta de fiabilidade e competitividade ditaram o fim do projecto. Mas para não ser uma perda total, iniciaram um novo projecto, apresentado em 1984, com tracção integral, desenvolvido de olhos postos principais concorrentes Peugeot e Audi.
O Ford RS 200 tinha um design, desenhado pela Ghia contruido pela Reliant, curiosamente , totalmente diferente dos produtos Ford da altura, com carroçaria era em fibra de vidro. O chassis foi desenhado por Tony Southgate e John Wheeler e era dito como o mais equilibrado dentre a concorrência, com duplos triângulos sobrepostos e conjuntos amortecedor-mola duplos nas 4 rodas.
O motor estava montado em posição longitudinal-central, e para ajudar a uma distribuição de pesos óptima a transmissão estava na frente do carro, o que criava um esquema de transmissão algo confuso...
Esquema de transmissão Ford RS 200
O motor era um Ford/Cosworth "BDT" (evolução do famoso BDA dos Escort anteriores) com 1.8l de capacidade, com modestos 250cv em "road trim" graças a um turbo Garret T3 e injecção Motronic Bosh. A potência subia para 350 a 450cv nos modelos de competição.
Mais tarde, e aproveitando o regulamento da FIA, a Ford fez 20 versões Evolution, com alterações de suspensão e com um motores BDT-E, com 2.1l de capacidade com potencias entre os (conservadores) 500cv e os 800cv.
Infelizmente, não houve muita hipótese de evolução e amadurecimento do Ford RS 200 com o fim do Grupo B em 1986, impulsionado por um acidente precisamente com o RS 200 em Portugal, em que morreram 3 espectadores.
Audi Sport Quattro
O Audi deriva directamente do Audi Quattro de produção, e é resultado da ameaça crescente ao domínio da Audi, por parte da Peugeot e da própria Ford com o desenvolvimento do RS 200.
A diferença mais visível do Sport Quattro é a redução da distância entre eixos, 32cm mais curto que o Quattro original. Fibra de Carbono e Kevlar foram também introduzidos para reduzir o peso, sendo as alterações estéticas da autoria de Peter Birtwhistle, onde se destacam os enormes alargamentos que albergam jantes Ronal 15x9".
O motor é o fabuloso 5 cilindros, 20 válvulas aspirado, que vira a sua capacidade ligeiramente reduzida (2144cc para 2133cc) para cumprir a regra de 3l de capacidade imposta pela FIA (com um factor de multiplicação de 1.4 para motores aspirados).
Nas versões de estrada atingia 306cv, mas nas versões de competição começou a sua evolução com 450cv.
Ouve também evoluções face ao Quattro "normal" a nível de suspensões e travões mas, como é dito no vídeo, junto do RS 200, o Sport Quattro parece um carro normal, o que não tira o mérito ao Sport Quattro, muito pelo contrário, que tendo uma base quase arcaica (e com o handicap daquele enorme motor "pendurado" à frente do eixo frontal) face aos concorrentes Lancia, Peugeot e Ford, que eram praticamente protótipos construídos de raiz e pensados para o Grupo B, conseguiu resultados invejáveis.
Resumindo, dois carros muito diferentes mas que lembram uma época gloriosa. Trágica também, sim, mas uma época cheia imagens e sons inesquecíveis, de máquinas inspiradoras, homens e mulheres (a grande Michele Mouton ) de uma coragem incrível!
Grupo B, um tema que certamente será recorrente aqui no Oversteering...
E agora o vídeo:
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
The good old times
Apenas um curto texto para relembrar uma época em que os construtores de automóveis não se davam por satisfeitos, e que como tal deu origem a carros lindíssimos.
O mais fascinante é que isto aconteceu com carros "normais".
Exemplos, da mesma marca, Lancia, da qual se poderiam dar bem mais!
Lancia Flavia.
Apresentado na feira de Turim de 1960 como uma elegantíssima e avançada (tracção frontal, discos de travão nas 4 rodas, motor boxer) berlina, não tem de esperar muito até que em 1962 seja apresentada a versão Coupé desenhada e construída por Pininfarina com linhas arrebatadoras.
No mesmo ano de 1962 Zagato apresenta a sua interpretação do Flavia Coupé. Concentrados na leveza e aerodinâmica do conjunto, Zagato apresenta um Coupé com um desenho inovador (da autoria de Ercole Spada, na altura a trabalhar na Zagato) e duma beleza inequívoca.
A construção em alumínio e a utilização de plexiglas nos vidros laterais garantia uma redução de 100kg face ao coupé Pininfarina.
O mesmo aconteceu com outro brilhante Lancia, o contemporâneo Fulvia.
Apresentado em Genebra em 1963, utilizava a mesma base (se bem que mais curta) e layout mecânico, mas substituindo os motores boxer pelos míticos V4.
Dois anos mais tarde, também em Genebra, é apresentado o belíssimo Fulvia Coupé.
Na próxima foto é visível a fabricação de um Fulvia HF, reconhecível pelas portas e capot (e tampa da mala também, mas que não é visível na foto) em alumínio, para maior leveza.
Mais uma vez, como se não fosse suficiente a beleza e as performances do pequeno Fulvia, Zagato é novamente chamado a produzir uma criação sua com a base do Fulvia.
O Lancia Fulvia Zagato é apresentado em 1965, com carroçaria em alumínio e um desenho deslumbrante.
O extremo desta multiplicidade de versões "para todos os gostos" é patente no Flaminia, apresentado em 1957.
À belíssima berlina desenhada por Pininfarina, junta-se nada mais nada menos que 3 variantes de Coupés, por Pininfarina, Zagato e Touring, e um Cabriolet pela ultima.
Coupé Pininfarina, com 4 lugares, feito uma base 120mm mais curta que a berlina:
Flaminia GT, pela Touring, usando uma base ainda mais curta (menos 350mm que a berlina), sendo apenas um 2 lugares.
O Cabriolet era basicamente o mesmo carro, sem tejadilho.
Flaminia Sport, pela Zagato, com a sua tradicional carroçaria em alumínio, e com um desenho fabuloso.
O mais fascinante é que isto aconteceu com carros "normais".
Exemplos, da mesma marca, Lancia, da qual se poderiam dar bem mais!
Lancia Flavia.
Apresentado na feira de Turim de 1960 como uma elegantíssima e avançada (tracção frontal, discos de travão nas 4 rodas, motor boxer) berlina, não tem de esperar muito até que em 1962 seja apresentada a versão Coupé desenhada e construída por Pininfarina com linhas arrebatadoras.
No mesmo ano de 1962 Zagato apresenta a sua interpretação do Flavia Coupé. Concentrados na leveza e aerodinâmica do conjunto, Zagato apresenta um Coupé com um desenho inovador (da autoria de Ercole Spada, na altura a trabalhar na Zagato) e duma beleza inequívoca.
A construção em alumínio e a utilização de plexiglas nos vidros laterais garantia uma redução de 100kg face ao coupé Pininfarina.
O mesmo aconteceu com outro brilhante Lancia, o contemporâneo Fulvia.
Apresentado em Genebra em 1963, utilizava a mesma base (se bem que mais curta) e layout mecânico, mas substituindo os motores boxer pelos míticos V4.
Dois anos mais tarde, também em Genebra, é apresentado o belíssimo Fulvia Coupé.
Na próxima foto é visível a fabricação de um Fulvia HF, reconhecível pelas portas e capot (e tampa da mala também, mas que não é visível na foto) em alumínio, para maior leveza.
Mais uma vez, como se não fosse suficiente a beleza e as performances do pequeno Fulvia, Zagato é novamente chamado a produzir uma criação sua com a base do Fulvia.
O Lancia Fulvia Zagato é apresentado em 1965, com carroçaria em alumínio e um desenho deslumbrante.
Publicidade da época
O extremo desta multiplicidade de versões "para todos os gostos" é patente no Flaminia, apresentado em 1957.
À belíssima berlina desenhada por Pininfarina, junta-se nada mais nada menos que 3 variantes de Coupés, por Pininfarina, Zagato e Touring, e um Cabriolet pela ultima.
Coupé Pininfarina, com 4 lugares, feito uma base 120mm mais curta que a berlina:
Flaminia GT, pela Touring, usando uma base ainda mais curta (menos 350mm que a berlina), sendo apenas um 2 lugares.
O Cabriolet era basicamente o mesmo carro, sem tejadilho.
Flaminia Sport, pela Zagato, com a sua tradicional carroçaria em alumínio, e com um desenho fabuloso.
Publicidade de época
Poderia estar aqui a falar de todas as particularidades de cada um dos modelos, mas o que me fez escrever sobre estes carros foi a estética. A perseguição que marcas como a Lancia fez para a conquista da elegância e beleza... Uma época em que os carros não eram desenhados por "focus groups" de clientes alvo, não eram uma "mediana de preferências", mas sim uma construção puramente estética, ou quanto muito estética e aerodinâmica.
Já passamos por fases mais estéreis no design automóvel. Ao fim de 15, 20 anos com muito poucas fontes de inspiração e desejo no mercado automóvel (mais uma vez falo de carros "normais", não supercarros), hoje volta-se a ter criações que nos fazem novamente suspirar... Mas, e com grande mágoa o sinto, nunca mais viveremos uma época dourada de design automóvel. A personalização, a exclusividade das versões verdadeiramente especiais (não as que o dizem ser porque têm alguns autocolantes e um desenho de jantes diferentes)...
Resumidamente, we have to remember thegood old times...
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